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02 Apr
Tarcísio aprofunda entrega do ensino com gestão privatizada de 143 escolas

QUE  programa E ESSE de privatização da gestão para reforma e manutenção das 143 escolas públicas paulistas faz parte do projeto de acabar com os serviços públicos gratuitos em São Paulo.


“É a ideia neoliberal de estado mínimo para a população mais pobre e máximo para os empresários amigos. 

O raciocínio é simples também. Que empresa em  consciência vai adquirir a gestão de uma escola sem visar lucro, que é a essência do capital?

 Porque esse projeto transfere dinheiro público para a iniciativa privada e exime o governo estadual de suas responsabilidades com a gestão pública”, critica.Conforme a professora, as escolas estão sucateadas justamente para imporem o argumento falso de que privatizando melhora: 

“O que dizer da gestão da Enel e da Sabesp que de cara aumentou as tarifas. Como ficarão as filhas e filhos das famílias que não tiverem condição econômica de mantê-los nas escolas, quando começarem a cobrar pelo serviço?”, 

.O presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, também enxerga com preocupação este novo edital.“Sabemos bem qual é o objetivo dessa licitação, que é beneficiar os amigos empreiteiros do governador e colocar em risco o funcionamento dessas 143 escolas. 

É um absurdo! Vemos eles falando que será somente da parte estrutural das escolas, somente na gestão, mas sabemos que o desejo mesmo do secretário de Educação e do governador é privatizar essas escolas e entregar tudo para as empresas de amigos, ou então tirar o direito dos estudantes que são matriculados nessas escolas de ter acesso à educação de qualidade.

 A gente alerta: qual será a moeda de troca que o governo do estado vai receber pela privatização das escolas? É isso que a população paulista precisa saber”, expõe Silva.

STF libera privatização

Em novembro passado, o governo paulista . A justiça paulista suspendeu as licitações após manifestação do Apeoesp.

 Na decisão, pela dificuldade em dissociar o espaço físico da gestão privada da parte do ensino.Apesar dessa decisão, o caso foi para o Supremo Tribunal Federal (STF) e o presidente da corte, ministro Luís Roberto Barroso, permitiu a validade da licitação.“

O juiz que concedeu a liminar, derrubada pelo STF, entendeu a nossa questão. Porque é humanamente impossível de separar a gestão do projeto pedagógico, até porque nesse modelo todo financeiro ficará a cargo da gestão, que certamente exigirá projeto pedagógico adequado aos seus interesses, que não necessariamente é o mesmo interesse da comunidade escolar, menos ainda dos profissionais e dos estudantes”, 

De acordo com a sindicalista, em médio e longo prazo essas escolas podem ficar inacessíveis à maioria da população: “Além de tudo isso, quem garante que não haverá o controle do projeto pedagógico aos interesses dos empresários?”, questiona.

O presidente da Ubes observa que a secretaria de Educação de São Paulo já tem muitos problemas com a autonomia das escolas, da gestão e dos próprios estudantes.

 E ressalta que mesmo com a decisão do STF os movimentos estudantil e social não irão retroceder.


“É mais uma tentativa de privatizar as escolas e colocar em risco o funcionamento delas e o direito à educação, que é universal e que precisa ser uma responsabilidade do Estado.

 Essa decisão não vai isentar a nossa opinião e também não vai impedir que o movimento estudantil, o movimento social e os grêmios estudantis deixem de se organizar para que, novamente, possamos barrar com a força dos estudantes esses absurdos que querem fazer com as escolas de São Paulo”, 

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